sábado, 30 de abril de 2011

Limites desde sempre

Ontem estava recebendo a visita de uma amiga que a Gabí adora. Só que, depois de brincar um pouco com essa amiga, ela começou a "ransar" de soninho. Comecei a niná-la no colo enquanto conversava, mas a Gabí, mesmo com sono, foi ficando irritada porque não queria dormir. Foi então que ela me deu um tapa no rosto! Sim! E não foi reflexo porque eu segurei a mãozinha dela e disse "NÃO"e ela me olhou nos olhos, chorou e deu outro tapa. Eu fiz a mesma coisa, dessa vez mais firme, e ela abriu o berreiro...
Vê se pode! Um toco de gente! Tivemos que nos segurar para não rirmos (eu e minha amiga) porque foi até engraçado aquele bebezinho fazendo aquilo! Mas acho que a gente tem que corrigir desde sempre, mesmo que ela não tenha muita consciência do que está fazendo, acredito que os limites precisam ser dados desde cedo. 
Deus me livre virar aquelas mães que apanham dos filhos! 

Viagem de avião com os pequenos


No feriado de Páscoa fomos eu, o Ricardo e a Gabí visitar minha irmã, meu cunhado e minhas sobrinhas em São Paulo. Como fomos de avião, estávamos um pouco apreensivos em relação a bebê. Falamos com o pediatra que nos assegurou ser tranquilo, ainda mais se tratando de uma viagem curta (cerca de 1h e 20min de Porto Alegre até São Paulo). Confesso que fiquei muito aflita com a possibilidade da minha fofa sentir dor de ouvido ou algum outro tipo de desconforto, mas tudo correu maravilhosamente bem. Ela ficou olhando o movimento dos passageiros na entrada e, um pouco antes da decolagem, dormiu. Acordou no meio do voo, sorriu, tirou fotinhos e mamou na aterrisagem. O pediatra havia sugerido que eu desse o peito ou a mamadeira para ela na decolagem e na aterrisagem. Ela não chorou e não pareceu incomodada.
Durante a viagem, precisamos fazer alguns ajustes na rotina de soninho/alimentação, o que também não pareceu atrapalhar muito o horário dela ir para a cama, nem o seu sono durante a noite. Enfim, foi tudo tranquilo, apesar da maratona de coisas, coisinhas, coisonas que precisamos carregar quando viajamos com um bebê pequeno. Mas foi legal! Recomendo a experiência para as mamães que estão com vontade de dar uma espairecida e não querem se separar dos seus pequenos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Conquistas da Bebê Gabí! - Parte 2


Como dizem que cada fase passa muuuuito rápido (o que tenho comprovado na prática, desde a gravidez), resolvi escrever novamente sobre as atuais conquistas da Gabí para ajudar a lembrar depois.
Com 4 meses e 1 semana, nossa bebê já...

... dorme a noite toda (as vezes dá umas choradinhas, vamos ver e ela está dormindo!).
... sorri bastante, para pessoas conhecidas e estranhas que se aproximam dela sorrindo.
... gargalha (fooooofa!)
... mama leite materno com complemento de NAN Pró 1 - cerca de 120ml por mamada (tem mamado cada vez menos no peito - snifff! Ela chora e fica braba porque na mamadeira sai mais rápido, então eu tenho tirado o leite com bombinha e dado a ela com mamadeira. Sei que não é o ideal e pretendo, como meta, tentar voltar ao peito...).
... segura a mamadeira, com ajuda da mamãe (e até já faz alguns ensaios sozinha!)
... agarra objetos, brinquedinhos...
... põe tudo na boca!
... abre um bocão de "jacaré" quando aproximamos o rosto dela e puxa-nos com as duas mãozinhas.
... aaaammmmaaaa bicos (só os da NUK, já tentei outras marcas, mas ela não gosta).
... usa roupinhas tamanho M e algumas (poucas) tamanho P.
... está com cerca de 60cm de comprimento e 5,200Kg.
... fala "angú", "sagú" e derivados (rsss).
... bate as pernas e os braços durante o banho (ela adora!).
... fica envergonhada algumas vezes quando falam com ela e vira o rosto para o lado.
... fica sentada sozinha na curva do sofá (e, as vezes, cansa e cai deitada para o lado... rsssss).

Além disso, a cada dia percebemos ela ainda mais atenta e esperta. Ao mesmo tempo promete ter temperamento forte e querer as coisas do seu jeito, mas é doce e meiguinha.

domingo, 10 de abril de 2011

A volta ao trabalho...


Antes da Gabí nascer, eu seguia uma rotina atribulada trabalhando fora (em uma escola, sou Orientadora Educacional), cuidando da casa, do marido... Quando estava grávida precisei fazer vários períodos de repouso, o que significavam afastamentos temporários do trabalho. Mas, apesar destes já serem ensaios para quando eu entrasse de licença-maternidade, não chegava a me afastar completamente da rotina do trabalho, já que eu continuava ligando e acompanhando o que estava acontecendo por lá.
Como a Gabí nasceu prematura, não consegui me preparar para meu afastamento. Resultado: trabalhei até uma quinta feira e a Gabí nasceu no domingo. Confesso que nas primeiras semanas sentia muita falta do trabalho, ficava curiosa para saber o que estava acontecendo e ansiosa por não conseguir "fechar o ano" com os alunos e as famílias que eu acompanho. Tinha vontade de apertar na tecla "pause" para parar um pouquinho de ser mãe e dar uma "trabalhadinha"... rsrsrs 
Com o passar do tempo, fui sentindo um vínculo cada vez maior com a minha bebê e comecei a gostar da nossa rotininha em casa. Consegui ir me desligando aos poucos do trabalho e agora já me sinto mais à vontade no papel de mãe em tempo integral.
Porém, quando começo a curtir a ideia de ficar em casa, eis que surge o fantasma da volta! A Gabí está com 3 meses e meio e, felizmente, consegui emendar minha licença de 4 meses com mais 1 mês de férias que estavam pendentes. Isto significa que daqui a aproximadamente 1 mês e meio eu irei retornar a labuta. Esta ideia tem me angustiado. Pode parecer loucura para uma pessoa que gostava tanto de trabalhar, mas agora eu estou acostumada a ficar em casa e a curtir minha bebê 24hs por dia, ora bolas!
Bom, mas temos tomado algumas providências práticas para essa inevitável separação (sniffff!). A primeira foi uma visita ao meu trabalho para eu acertar o meu horário (a minha carga horária é sempre a mesma, mas a distribuição das horas na semana varia conforme o número de alunos/turma por turno). Acertados os detalhes eu e o Ricardo conversamos com a minha mãe e com a mãe do Rick. Isto porque decidimos que a bebê Gabí ficará em casa, pelo menos até o final do inverno, que costuma ser bastante rigoroso aqui no sul. As vovós nos ajudarão nessa parte...
Depois, comecei a fazer uns "ensaios". No sábado eu e o Rick fomos ao cinema (após mais de 4 meses sem sairmos sozinhos!) e a vovó Rê ficou com a bebê. Confesso que em alguns momentos eu não conseguia prestar atenção no filme e tinha flashes da Gabí chorando desesperadamente e ninguém conseguindo acalmar! Quando o filme terminou, liguei para a minha mãe que disse que a bebê estava ótima!
Na segunda dei uma passadinha no colégio para dar uns "ois" e depois fui ao supermercado e deixei a bebê com a vovó Rê, mais uma vez. Dessa vez, foi mais tranquilo para mim. A Gabí dorme a tarde toda, mama e brinca e a vovó já sabe dessa rotina.
Agora falta adaptar a vovó Nina, que estava viajando, à rotina da nossa bebezinha.
Acho que esses momentos de separação ajudarão para quando eu tiver que deixar a bebê em casa para trabalhar, não acham?
Beijinhos... 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Mamãe e bebê bem humoradas!

A Gabí, que está com cerca de 3 meses e meio, está cada vez mais fofa! Passados os primeiros meses fui notando grande diferença no comportamento dela e na relação dela com o mundo. Antes, ela se mostrava um pouco mais "chorosinha" e, algumas vezes até meio "brabinha". Hoje, vejo-a bem mais tranquila e dócil. É claro que alguns aspectos fazem parte da personalidade da nossa bebê. Ela ainda se mostra bem decidida e de personalidade forte (como diz a minha amiga Gabi, a bebê Gabí "apita o grito") mas ela está mais calma e quietinha. Percebo que tais mudanças têm a ver com as mamadas e com a rotina e a quantidade de sono dela (que aumentou).
Eu andava percebendo-a irritadiça a umas três semanas atrás. A Gabí mamava e dormia no final da mamada e ficava chorosa até a mamada seguinte. Eu, que sou super contra complemento e dava apenas 1 mamadeira de NAN antes dela dormir à noite, resolvi deixá-la mamar no peito e depois ofereci uma mamadeirona para ver se ela "ransava" de fome. E não é que ela mamou 160ml depois de mamar no peito?
Como o aumento de peso dela no último mês não foi tão significaivo (700gr) e a minha produção de leite parece aumentar num ritmo mais lento do que o da fome dela, rendi-me ao complemento e tenho dado 2 ou 3 mamadeiras à ela por dia (1 com leite materno, que eu consigo tirar antes de eu dormir e as outras com NAN), além das outras mamadas de peito.   
Bom, outro fator que parece ter contribuído para a melhora do humor da Gabí foi o fato de eu ter começado a adaptá-la a uma rotina de sono durante o dia, apesar do pediatra ter dito, na última consulta, que ela ainda era novinha para pôr-lhe horários. Observando a tendência natural dela, fui vendo que ela acordava lá pelas 6h30min para mamar, voltando a dormir lá pelas 7hs e acordando novamente lá pelas 9h30min. Próximo das 11hs a bebê costumava "resmungar" (o que poderia indicar sono) e ficava resmungando até "desmaiar" no começo da tarde. Seguia dando cochilos esporádicos ao longo de toda a tarde e ficava muito chorona as 19hs, seguindo assim até a hora do banho as 22hs. Dessa forma, fui adaptando-a aos seguintes horários:

6h30min: Acorda e mama (meio dormindo).
7h: Volta a dormir
9h30min: Mamada. Fica acordada, brincando até a próxima mamada.
11h30min: Mamada
12h: Cochilo.
12h50min: Acorda e brinca.
13h30min: Mamada na mamadeira (aqui eu estimulo-a a "encher o tanque" para que ela durma bastante na soneca da tarde).
17h: Acorda (depois de cerca de 3 horas de sono) e mama.
17h30min: Brinca até a próxima mamada.
20h: Mamada.
20h30min: Cochilo.
21h: Acorda e brinca.
21h30min: Banho (com muitas músicas e brincadeiras).
22h: Massagem relaxante com musiquinhas calmas.
22h15min: Mamada com mamadeira.
23hs: Dorme no bercinho.

Incorporando essa rotina de horários, aos poucos, a Gabí foi se acalmando. Hoje ela dorme no próprio quarto e no bercinho. Quando chega a hora de dormir eu a nino um pouco no colo e, quando ela está quase dormindo, coloco-a no bercinho com a chupeta e o "paninho". Ela vira de ladinho e dorme. Algumas vezes dá umas "resmungadas", mas é só entrarmos no quarto e dar uns leves tapinhas no bumbum, fazendo "shhhh", para ela dormir. Assim, ela dorme a noite toda (das 23hs as 6h30min). É importante ressaltar que esses horários foram determinados com a observação do comportamento da minha bebê, considerando-se suas necessidades naturais. Algumas adaptações foram sendo feitas até o resultado final descrito acima e algumas variações acontecem naturalmente sempre que necessário.

DICAS:
# Antes de estipular uma rotina, sugiro que tu anotes, por pelo menos 3 ou 4 dias o que a criança naturalmente faz e que comportamento tu observas (eu comecei assim). Partindo dessas observações, vá estipulando metas aos poucos. Por exemplo, rotina na soneca da tarde tal hora, etc.
# Siga um objetivo por vez.
# Persista em cada objetivo, mesmo que as primeiras tentativas sejam caóticas.
# Dê "dicas" para o bebê do momento seguinte da rotina. Uma boa forma de ajudá-lo a entender a rotina e prever o momento seguinte é fazer tudo na mesma ordem e mais ou menos da mesma forma. Ou seja, se tu começas o momento do sono da noite dando banho, fazendo massagem e dando de mamar, faça sempre nessa ordem.
# O uso de músicas (cantadas ou tocadas) também ajuda. Procure usar a mesma ordem assim, quando começares com a música "tal", o bebê vai aprendendo que virá o momento da massagem, por exemplo.
# Siga a técnica da tentativa e erro. Se o bebê está choroso, verifique se ele está com calor/frio, fome, dor, e, finalmente, sono. Ele também pode estar se sentindo sozinho e querer um pouco de colo ou carinho. Provavelmente algumas dessas opções irão suprir as necessidades do bebê.
# Lembre-se que o choro é a forma do bebê se comunicar com o mundo e de manifestar desconforto. Procure satisfazer as necessidades do bebê quando ele chora.
# Anote tudo o que tu observares em relação ao comportamento do bebê, o que tu fizestes e qual foi a reação dele. Tais observações serão úteis para tu ires repetindo o que deu certo e refletir sobre o porquê de algumas coisas darem errado.